12 – Vídeo de um treinamento sobre “Descarga Eletrostática”.

Segue abaixo em vídeo um treinamento sobre “Descarga Eletrostática”, ministrado por Dan Anderson, cuja apostila encontra-se disponível em “1 How to keep ESD out of electronics“.
No instante 00:28:25 ele inicia a estória de um acidente com um foguete da NASA provocado por descarga eletrostática. No instante 00:30:00 ele explica a causa da iniciação do “squib” do foguete e em 00:31:30 a medida preventiva que deveria ter sido executada para evitar a ocorrência do mesmo.
Na apostila esta estória encontra-se descrita e disponível em “1.13 Dan Anderson Stories“.
Para cumprir as normas de segurança e garantir que não ocorra acidente no transporte e manuseio de um detonador, os dois pinos são curto circuitados e ligados à carcaça. Porém, no instante da conexão o par de fios curto circuitados são desconectados da carcaça para serem conectados à “linha de fogo”, permitindo que um acúmulo de eletricidade estática nos fios ou na carcaça seja descarregada para o aterramento através do explosivo primário. Para que este acidente não ocorresse, bastaria terem sido mantidos os pinos conectados à carcaça para criar um caminho alternativo para que a dissipação da eletricidade estática gerada na carcaça não ocorresse através do explosivo.
O aterramento apenas do par de fios do detonador não é permitido pelas normas justamente para evitar este tipo de acidente.
Os fios curto-circuitados ou a carcaça dos detonadores não devem permanecer eletricamente flutuantes quando um ou outro estiver aterrado, pois o explosivo primário comporta-se como o dielétrico da capacitância intrínseca existente nos detonadores.
A blindagem dos fios também permanecerá flutuante e acumulará eletricidade estática juntamente com a carcaça do detonador se ambas não estiverem conectadas ao aterramento.
Vale lembrar aqui as recomendações feitas por (WILSON, 2002) nos itens Pin-to-Case ResponsePin-to-Case Calculations”, Pin-to-Case Experimental Evidence”, Insult Mitigation” e Conclusion.
Seria interessante que este vídeo fizesse parte de um programa de prevenção de descarga eletrostática dentro do IAE, principalmente para os projetistas, técnicos e engenheiros envolvidos com o projeto e montagem do VLS-1 V03, para os alunos e professores do curso de Engenharia Aeroespacial e Extensão Universitária em Engenharia de Armamento Aéreo do ITA, bem como para os engenheiros e técnicos da Divisão de Sistemas de Defesa do IAE e os trabalhadores que manuseiam e transportam dispositivos eletro-pirotécnicos.
Bibliografia
WILSON, M. J. Projected Response of Typical Detonators to Electrostatic Discharge (ESD) Environments. LLNL, 2002, páginas 17 a 23. Página da Internet. Disponível em  < URL: https://e-reports-ext.llnl.gov/pdf/241697.pdf  >. Acessado em 2013.
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About Dallapiazza

Este trabalho de pesquisa é destinado à Força Aérea Brasileira. Tem como objetivo principal orientar os atuais e futuros engenheiros, que trabalham ou pretendem trabalhar nestas atividades de lançamento de foguetes de sondagem ou veículos lançadores de satélites, sobre o projeto correto do circuito de segurança e atuação de solo, os riscos existentes e as medidas preventivas que devem ser adotadas na proteção do mesmo, a fim de torná-lo seguro e fornecer subsídios para o lançamento seguro do VLS-1 V04, bem como ser fonte de material didático sobre este assunto. É também uma homenagem ao meu tio, Brig Eng Roberto Della Piazza (1938-2013), T72 do ITA e Ex-Diretor da Diretoria de Material da Aeronáutica, cujo sobrenome correto do pai e do avô é Dallapiazza.
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